Sair da casa dos pais já foi tratado como um dos principais símbolos da vida adulta. Mas essa conta ficou mais cara. No fim de 2025, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,7% da renda disponível, enquanto o comprometimento mensal da renda com dívidas bateu 29,3%, segundo dados do Banco Central analisados pela FGV Ibre. E isso nem inclui despesas recorrentes como aluguel, energia, alimentação e transporte.
A moradia também pesa mais. O índice da FGV que acompanha contratos residenciais mostrou alta de 8,63% nos aluguéis em 2024, acima da inflação geral daquele período. Nesse cenário, continuar ou voltar para a casa dos pais pode significar dividir despesas, guardar dinheiro e adiar um aluguel que comprometeria boa parte da renda. Mas a escolha não precisa ser apenas financeira. Permanecer perto da família também pode significar companhia, divisão de cuidados e uma rede de apoio em uma época marcada pelo aumento da solidão e do isolamento social.
