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Como saber quando a cabeça d’água está aproximando em rios e cachoeiras

by Redação Clip FM
novembro 3, 2026
in Notícias
Como saber quando a cabeça d’água está aproximando em rios e cachoeiras

A mudança na coloração da água, o aumento do nível do rio e a presença de galhos e folhas sendo arrastados pela correnteza são alguns dos sinais de alerta para quem frequenta cachoeiras. Após a morte de Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, arrastada por uma cabeça d’água no Recanto das Emas, nesse domingo (1º/11), o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) ressaltou os cuidados que os banhistas devem adotar, principalmente durante o período chuvoso.

Veja orientações: 

Em entrevista ao Metrópoles, o tenente Iranildo, do CBMDF, explicou que, ao perceber qualquer mudança nas condições climáticas ou na força da água, a recomendação é deixar o local imediatamente e procurar um ponto seguro.

“As pessoas que estão frequentando cachoeiras ou rios, ao perceber que o tempo fechou, que o nível da água começou a elevar, galhos e folhas sendo arrastados pela correnteza, ou água fica mais barreta, devem sair do local imediatamente”, pontou o tenente. Além de sair da água, o ideal é buscar abrigos em locais altos.

O militar também alertou para os riscos de frequentar cachoeiras durante a temporada de chuvas. Segundo ele, a força da correnteza pode surpreender os banhistas, dificultando a saída da água.

“Jamais, em tempos chuvosos, frequente cachoeiras ou rios, pois o risco de ser pego de surpresa por uma correnteza é muito grande”, reforçou o tenente.

Resgate

Outra orientação importante é sobre como agir em caso alguém seja arrastado pela água. De acordo com o bombeiro, tentar entrar em uma correnteza forte para salvar outra pessoa pode colocar mais vidas em risco. Quando houver condições seguras, a recomendação é utilizar objetos que permitam ajudar a vítima sem entrar na água.

“Se for possível, essa pessoa pode utilizar uma corda ou um galho para estender para a vítima. Essa situação pode tirar essa pessoa de um afogamento. Caso a correnteza esteja muito forte, não entre na água e acione o Corpo de Bombeiros, através do telefone 193”, explicou Iranildo.

Tragédia

As recomendação ganha força após a morte de Joana Dark Rodrigues, que foi arrastada por uma cabeça d’água enquanto tomava banho na cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas, na tarde desse domingo (1º/10).

O Metrópoles esteve no local onde as buscas eram realizadas e notou a dificuldade enfrentada pelas equipes de resgate. A região contava com várias quedas d’água íngreme, com diversas rochas espalhadas pelo caminhão. O local também tinha uma forte correnteza, o que tornava o trabalho dos bombeiros ainda mais difícil.

Segundo o tenente Iranildo, os bombeiros foram acionados por volta das 15h de domingo. Imediatamente, equipes de mergulhadores iniciaram as buscas na água, enquanto drones da corporação fizeram o monitoramento aéreo e cães farejadores atuaram na varredura terrestre.

As buscas precisaram ser interrompidas por volta das 19h de domingo devido às condições climáticas. O corpo de Joana foi localizado por volta das 11h30 desta segunda-feira (2/11), com o auxílio dos cães farejadores.

A vítima foi encontrada em uma região de difícil acesso, a cerca de 25 minutos de caminhada do ponto onde a solicitação de busca foi feita. A distância exata entre o ponto onde Joana foi levada e o local onde o corpo foi localizado, não foi informada.

Joana era diarista, morava no Riacho Fundo e deixou dois filhos maiores de idade. Segundo Fabiana Jacaúna, sobrinha da vítima, ela era muito caseira e não frequentava cachoeiras ou rios. “Minha tia nunca foi lá [na cachoeira do Monjolo], foi a primeira vez”, destacou.

Fabiana lamentou a morte da tia e lembrou os momentos bons. “A lembrança que vou ter dela uma pessoa maravilhosa, com o coração muito grande, uma pessoa muito alegre”, disse.

A prima da vítima, Marlene Silvam 47 anos, afirmou que a perda representa um momento de profunda tristeza para a família. “A Joana era uma mulher muito alegre, carinhosa com os parentes. Foi uma perda muito grande para a nossa família. Sempre estava ao nosso lado quando precisávamos”, lamentou.

Fonte da notícia: https://www.metropoles.com/distrito-federal/como-saber-quando-a-cabeca-dagua-esta-aproximando-em-rios-e-cachoeiras

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