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Dia D da Campanha de Multivacinação, realizado em 22 de agosto, as unidades de
saúde de Indaiatuba registraram a aplicação de 1.313 doses. A vacinação ocorreu
de forma seletiva, com avaliação da situação vacinal de cada pessoa e aplicação
das doses necessárias para iniciar ou completar os esquemas previstos. A
estratégia teve como principal objetivo oportunizar a atualização da caderneta
e ampliar a proteção da população, especialmente de crianças e adolescentes
menores de 15 anos.
A
diretora do departamento de Vigilância em Saúde, Renata Marciano, destaca que o
número de doses aplicadas demonstra uma boa mobilização da rede. Vale lembrar
que uma mesma pessoa pode ter recebido mais de uma vacina. Por esse motivo, o
número de doses aplicadas não corresponde necessariamente ao número de pessoas
atendidas, explica.
Entre
as vacinas aplicadas no Dia D, destacaram-se: Influenza (495 doses), Dengue (115
doses, Febre Amarela (90 doses), dT (difteria e tétano, com 92 doses), HPV (59
doses), Hepatite B (57 doses), VIP Poliomielite (54 doses), Covid-19 Pfizer
Comirnaty pediátrica (49 doses), DTP (Tríplice Bacteriana Infantil, com 46
doses, Meningocócica ACWY (80 doses) e Tríplice Viral (37 doses).
A
Campanha de Multivacinação segue até 1º de setembro. A orientação é para que
pais e responsáveis aproveitem esse período para procurar uma unidade de saúde
com a caderneta de vacinação. O alerta principal é: não espere aparecer uma
doença para lembrar da vacina, destaca secretário municipal de Saúde, Dr.
Flávio Brito.
A
vacinação deve estar em dia antes da exposição aos agentes infecciosos. A
campanha é uma oportunidade para verificar toda a situação vacinal e não apenas
uma vacina específica, continua. O Ministério da Saúde reforça que a
estratégia contempla diferentes imunizantes e que a vacinação é seletiva, ou
seja, os profissionais avaliam a caderneta e aplicam as doses necessárias.
Quem
não tem a caderneta de vacinação, deve levar um documento com foto até uma
unidade de saúde para que a equipe faça a avaliação do histórico vacinal
disponível. Quando não há comprovação adequada do histórico, a equipe de saúde
segue as orientações técnicas vigentes para regularizar o esquema vacinal,
evitando que a pessoa permaneça desprotegida.
Sarampo
O
sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode provocar complicações como
pneumonia e encefalite. Em 2026, São Paulo registrou 23 casos da doença,
enquanto, em todo o ano de 2025, foram registrados dois casos. O cenário
reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais para evitar a
circulação do vírus.
Indaiatuba
não está entre os três municípios paulistas que receberam recomendação
específica do Ministério da Saúde para vacinação indiscriminada contra o
sarampo na faixa de 6 meses a 59 anos.
A
recomendação ampliada foi direcionada, neste momento, aos municípios de São
Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, em razão de casos relacionados à
importação do vírus e do risco de disseminação.
Isso,
entretanto, não significa que o sarampo não seja uma preocupação. O cenário
internacional e nacional exige atenção permanente da Vigilância, especialmente
diante da circulação do vírus nas Américas e do risco de casos importados,
destaca Renata.
A
meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para o Programa Nacional de
Imunizações (PNI) para vacinação contra o sarampo é de 95% de cobertura
homogênea na população-alvo de cada faixa etária recomendada, especialmente
entre as crianças. Em Indaiatuba, antes do Dia D, a cobertura era de 90% na D1
(primeira dose) e 78% na D2 (segunda dose).
Em
Indaiatuba, a orientação é que a população mantenha a vacinação contra o
sarampo atualizada de acordo com a idade e o histórico vacinal. Não há, neste
momento, recomendação para que toda a população tome uma nova dose
indiscriminadamente. A equipe da unidade de saúde deve avaliar cada situação
individualmente e indicar a vacinação necessária, destaca Dr. Flávio.
Quem
não tem a dose comprovada em carteirinha de vacinação deve procurar uma unidade
de saúde. Para pessoas de até 29 anos, é necessário ter duas doses. Para
aqueles com 30 a 59 anos, é preciso uma dose comprovada, orienta. Já o
profissional de saúde, independente da idade, deverá comprovar duas doses.
Atenção
O
sarampo é uma doença causada por vírus e muito contagiosa. Pode atingir pessoas
de qualquer idade, principalmente aquelas que não estão vacinadas ou não têm o
esquema vacinal completo. O vírus é facilmente transmitido pelo ar, quando uma
pessoa infectada tosse, espirra, fala e respira. Dados indicam que 9 em cada 10
pessoas não protegidas podem ser infectadas quando ficam próximas de alguém com
sarampo.
Os
principais sintomas são febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e
olhos vermelhos ou irritados. Em alguns casos, o sarampo pode causar
complicações importantes como pneumonia, perda da audição, inflamação do
cérebro e outas sequelas neurológicas, alteração da visão e em casos graves,
até a morte.
A
vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua
sendo a melhor forma de prevenção. Por isso, procure a Unidade Básica de Saúde
(UBS) mais perto de sua residência e faça uma avaliação de sua carteira de
vacinação.
Fonte da notícia: https://www.indaiatuba.sp.gov.br/comunicacao/imprensa/noticias/35955/

