Clip FM
AO VIVO
terça-feira, outubro 20, 2026
audio-media
  • Home
  • Notícias
  • A Rádio
  • Comercial
Clip FM
AO VIVO
No Result
View All Result
audio-media

Resenha – Todo Tempo Que Temos

by Bianca Cortez
novembro 1, 2024
in Notícias

Resenhado por Douglas Campagnol

Ficha Técnica:

Título: Todo Tempo Que Temos
Título Original: We Live in Time
Direção: John Crowley / Roteiro: Nick Payne
Elenco: Andrew Garfield, Florence Pugh, Lee Braithwaite, Douglas Hodge
Gênero: Comédia dramática, Romance
Ano de Lançamento: 2024 / Duração: 1h 56min

Resenha

Se você espera encontrar em Todo Tempo Que Temos uma história de amor tradicional, vale a pena ajustar as expectativas. O filme, embora siga a jornada do casal Almut (Florence Pugh) e Tobias (Andrew Garfield), centra-se principalmente na história de Almut, uma mulher forte que, enquanto chef de cozinha, esposa e mãe, enfrenta a maior decisão de sua vida ao lutar contra um câncer devastador. Ela se depara com o dilema de continuar lutando com todas as suas forças ou de aproveitar os últimos momentos com a maior qualidade de vida possível. A história explora a profundidade dessa escolha, mostrando as complexidades emocionais e familiares que surgem.

Andrew Garfield, no papel de Tobias, tem menos tempo de tela, mas seu desempenho é intenso e bem construído. Ele complementa perfeitamente a atuação de Florence Pugh, que brilha como Almut, trazendo vulnerabilidade e força em um equilíbrio poderoso. Garfield mostra-se um parceiro de cena impecável, e sua atuação como um pai amoroso e dedicado lembra os espectadores da importância das relações familiares e do impacto que queremos deixar nos outros.

O roteiro de Nick Payne, apesar de ter alguns pontos onde poderia ser mais coeso, permite ao público mergulhar nos altos e baixos emocionais dos personagens. A narrativa não linear, que intercala momentos do passado e do presente, pode deixar alguns espectadores um pouco confusos, mas é justamente essa abordagem que confere autenticidade ao filme. As memórias nem sempre vêm de forma ordenada; são fragmentos que emergem em momentos significativos, proporcionando uma compreensão mais profunda do relacionamento do casal.

Entre os aspectos técnicos, o filme apresenta uma cinematografia delicada e expressiva que valoriza cada cena. Há diálogos pungentes que dão peso à narrativa, especialmente em momentos que tocam na mortalidade e no legado que deixamos. A relação entre Tobias e sua filha é outro ponto alto, com Garfield mostrando um lado sensível e amoroso. Esse aspecto da trama se entrelaça com a relação que Tobias tinha com seu próprio pai, o que adiciona uma camada de significado e continuidade à história.

O filme também bebe da simplicidade ao tratar temas complexos como amor, perda e o medo da morte. Almut e Tobias, com perspectivas diferentes sobre o futuro, mostram como o amor é capaz de unir mesmo nos momentos mais difíceis. Enquanto Almut busca aproveitar intensamente o presente, Tobias está disposto a sacrificar o agora por um possível futuro juntos. Esse contraste gera diálogos poderosos e questionamentos sobre o que realmente importa na vida.

Apesar de algumas piadas que parecem um pouco deslocadas, o filme é forte em sua proposta e entrega uma experiência emocionalmente rica. Todo Tempo Que Temos talvez não seja um filme perfeito, mas é um filme que toca profundamente, trazendo uma reflexão sobre o tempo que temos e as escolhas que fazemos. O que deixamos para aqueles que amamos? Qual é o nosso legado? Essas são perguntas que o filme nos incentiva a considerar.

As atuações de Florence Pugh e Andrew Garfield elevam a obra, tornando cada cena uma aula de interpretação e emoção. Para quem valoriza uma história honesta e comovente, o filme oferece uma jornada intensa e tocante.

Nota: ★★★☆☆

Reflexão

Todo Tempo Que Temos nos lembra que o amor e o tempo são nossos bens mais preciosos. Em cada cena, o filme deixa o espectador com uma questão inevitável: o que realmente queremos deixar para aqueles que amamos? Muitas vezes, em nossa pressa e no desejo de fazer tudo caber dentro do tempo limitado, nos esquecemos de que a verdadeira marca que deixamos está nas lembranças, nos gestos e na presença.

Assim como Almut, que reflete sobre o que significa amar profundamente mesmo diante da finitude, o filme nos convida a olhar para o tempo não apenas como minutos que passam, mas como uma coleção de momentos que podemos preencher com significado. Talvez o segredo seja aceitar que não podemos controlar o tempo, mas podemos escolher como vivê-lo — e, nesse processo, deixar um legado que transcenda nossa existência. Afinal, o que permanece são as histórias que criamos com aqueles que amamos e as lembranças que, um dia, serão o nosso reflexo em suas vidas.

ShareTweet
Previous Post

Lily Allen revela ganhar mais dinheiro vendendo fotos de seus pés do que com música no Spotify

Next Post

Youtuber famoso por manejar cobras morre após ser picado

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

App da Clip FM

Mais lidas

  • Cinema – Resenha do Filme “Divertida Mente 2”

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Discord deve apresentar plano de proteção a crianças nesta semana

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Paulistão Atacadista chega a Indaiatuba nesta terça-feira, em meio as celebrações de aniversário, com R$ 1,2 milhão em vales-compras

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Cinema: Resenha do Filme “Meu Malvado Favorito 4”

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Nua em capa de revista, Sabrina Carpenter rebate críticas por só cantar sobre sexo

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
ClipFM

Clip FM 88.7

Clip FM

  • Home
  • Notícias
  • A Rádio
  • Comercial

© 2026 CLIP FM. End. Praça Leonor de Barros Camargo, 42 – Sala 92 – 9º Andar- Centro, Indaiatuba Tel. Comercial (19) 99749-1632

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • A Rádio
  • Comercial

Clip FM 88.7

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00