Especialista alerta sobre o risco real de choques elétricos, queimaduras e até incêndios

O período de Natal é um dos preferidos das crianças, as árvores enfeitam as casas, e, lá fora, ruas e prédios iluminados ficam com a cara da festa. Mas, junto com o espírito natalino, acende também um alerta que costuma ser ignorado: os acidentes envolvendo decorações elétricas, especialmente com crianças.
“Se não forem instalados corretamente, os pisca-piscas e enfeites representam um perigo real de choques, queimaduras e até incêndios”, alerta o doutor em engenharia elétrica e docente dos cursos de Engenharia do Centro Universitário MAX Planck (UniMAX Indaiatuba) e Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ),
Felipe Henrique de Souza da Fonseca.
Em Curitiba, um menino de 10 anos morreu ao levar um choque enquanto o pai instalava os enfeites de Natal. No município de Caldas Novas no estado de
Goiás, uma menina de 8 anos foi eletrocutada ao encostar em um poste enfeitado com um pisca-pisca que estava com o fio desencapado.
Aliás, esse é um dos cuidados a serem tomados durante a instalação, pois é comum que os enfeites sejam aproveitados no ano seguinte, e, no caso de estarem danificados com fios expostos ou emendas, devem ser substituídos. Outra precaução, é desligar a decoração da tomada durante o manuseio.
“Uma falha no isolamento, fio ressecado, tomada antiga ou extensão improvisada pode deixar partes energizadas expostas, e uma simples curiosidade infantil vira um acidente grave”, alerta Fonseca.
No caso dos pisca-piscas, existem basicamente dois tipos: os modelos que são conectados diretamente à rede elétrica que pode ser 110 ou 200 volts, em que
a corrente elétrica passa por toda extensão do enfeite, e os alimentados por USB sendo de baixa tensão, entre 5 e 12 volts e, portanto, mais seguros.
Ao comprar os pisca-piscas também é importante escolher produtos certificados e que tenham cabos e conectores reforçados. Uma vez instalados, evite a exposição à umidade, principalmente se forem do modelo que é conectado à tomada. Os modelos de LED, conectados por USB são além de mais seguros, mais econômicos, e, no caso de choque, não oferecem risco à vida.
Já em relação aos enfeites externos, em locais públicos, Fonseca alerta para nunca deixar a criança se aproximar ou tocar a decoração, pois é impossível
ter controle sobre o estado do pisca-pisca nessa situação.

O local da árvore também importa
O local de montagem da árvore também faz toda a diferença para evitar acidentes. Para a segurança, segundo Fonseca, devem ficar longe de cortinas, sofás, tapetes, janelas com corrente de ar e fontes de calor como aquecedores e velas. O material das árvores é inflamável e pode se transformar em combustível em caso de curto-circuito ou foco de incêndio.
O ideal é que a árvore seja montada em um canto com um entorno livre e que as crianças sejam supervisionadas. E, se apesar dos cuidados, se ocorrer um
acidente com descarga elétrica, a primeira coisa a ser feita é desligar o disjuntor e só depois tocar na criança, evitando assim também ser afetado. Em seguida deve-se verificar se a criança está respirando, consciente e sem queimaduras. E mesmo que pareça tudo bem, é importante procurar atendimento médico.
Em caso de inconsciência, é fundamental fazer os procedimentos de primeiros socorros enquanto aguarda o socorro de emergência.” A calma do responsável
é fundamental para que as medidas sejam tomadas com segurança e rapidez”, orienta Fonseca.
Com cuidado e atenção aos detalhes é possível criar um ambiente natalino não apenas bonito, mas seguro para toda família.

Sobre o especialista
Felipe Henrique de Souza da Fonseca é docente dos cursos de Engenharia UniFAJ e da UniMAX. Graduado em Física e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp, atualmente realiza pós-doutorado em Engenharia Elétrica em parceria com o Instituto de Pesquisas Eldorado, atuando em radiofrequência e superfícies inteligentes reconfiguráveis para tecnologias 6G. Possui experiência prévia como tutor da Univesp e atuação em pesquisa no CNPEM/LNNANO, trabalhando com difração de raios-X e desenvolvimento de ligas metálicas. Também leciona Matemática e Ciências da Natureza no Instituto SER desde 2018.
Sobre UniFAJ e UniMAX
Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais
contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.

