‘Diário de bike’: professor viraliza ao narrar experiências cotidianas enquanto pedala para trabalho

De quedas e pneus furados a reflexões existenciais, Isac Ness já alcançou 179 mil inscritos no canal do YouTube e outros 171 seguidores no Instagram. Docente atua em escola de Campinas.

Isac Ness, de 28 anos, descobriu uma forma diferente de relatar acontecimentos em um diário virtual. Professor de ensino médio em uma escola particular de Campinas, ele uniu câmera, bicicleta e algumas piadas para criar vídeos denominados “diário de bike”. Por meio das gravações, narra o que vê e sente durante os percursos de ida e volta ao trabalho.

Mas um dos diários viralizou nas redes sociais e ele não parou mais. Hoje, acumula 171 mil seguidores no Instagram e 179 mil inscritos no YouTube. A maioria do público é de jovens de 18 a 24 anos, alguns deles os próprios alunos.

“A galera gosta de dar risada, sempre que algo dá errado no trajeto as visualizações são muito altas. Se furou o pneu, se caí da bike ou se faço piada com a vida das pessoas. Esse lance da identificação pelo perrengue acontece bastante”, conta.

Ness já produzia conteúdo para internet antes do sucesso com os pedais. Formado em letras e ciência da computação, ele falava sobre cultura, arte e outros assuntos. Em alguns vídeos, comentava produtos de mídia e a relação com a vida cotidiana. Mas foram os diários que “catapultaram suas redes”.

Produção em casa

Sem ter feito cursos sobre a atividade, Isac cuida sozinho de toda a produção e pós-produção do conteúdo. A câmera, modelo GoPro, fica presa ao peito quando ele pedala e os vídeos são editados em uma ilha montada em casa.

“Estou nessa brincadeira de produzir conteúdo para internet faz um tempo. Essas coisas eu fui somando ao longo desses anos. Quis fazer um podcast e comprei um microfone, quis fazer um vídeo no Youtube e comprei a câmera”.

Em seu quarto, Isac possui microfone, câmera, computador e monitores para editar os vídeos — Foto: Reprodução EPTV

“Eu pego os vídeos que eu capturo com a câmera, corto eles enquanto vou fazendo as observações do que eu posso fazer. Depois que eu fiz tudo isso, eu pego o microfone e gravo essas anotações, meio que de improviso, eu gosto de ter um ‘quê’ de diálogo”.

Para ele, o tempo de experiência e o consumo elevado de conteúdo ajudaram no processo de criação. “Eu acho que é mais pela experiência de produzir conteúdo mesmo, estar na internet há um tempo consumindo gente muito boa. A gente acaba aprendendo bastante coisa”, explica.

Juntando dois hobbies

Os vídeos do diário de bike começaram em outubro deste ano, quando o professor se perguntou porque não juntar o ciclismo com a produção de conteúdo. Ele já andava de bicicleta como transporte alternativo urbano nessa época.

Nas produções, Isac mostra os lugares, pessoas e acontecimentos que cruzam o caminho, além de suas impressões sobre eles. “São, basicamente, eu percorrendo a cidade e depois pegando o que eu gravei e tentando montar uma história a partir disso”, resume.

“Meu propósito é o não propósito. O entretenimento, a alegria de dar risada de uma piada ou simplesmente ver um vídeo de uma bicicleta e relaxar. Por muito tempo eu fiz conteúdo pensando em fazer as pessoas pensarem e agora o meu conteúdo tem mais a ver com fazer as pessoas sentirem”.

Para ele, não há uma mensagem necessariamente passada pelos vídeos, mas fragmentos que escapam de si mesmo ao fazer os relatos. “No diário de bike, acho que acaba aparecendo umas coisas que eu acredito e que eu busco lutar a favor. Queira eu ou não”.

Fonte: G1

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